Do livro de José Vila Cova, Caxinas A minha terra e a minha gente, aqui ficam algumas expressões e vocábulos que o pescador das Caxinas usava no seu dia a dia:
Anda no Filas – anda no mar da Gronelândia
Bater à baleia – aquecer
Botar os banhos – anunciar casamento na igreja
Bou-te quilhar – vou-te tramar
Dar camaço – Estragar
És um agumitado – não vales nada
És um boca de raia – não sabes guardar segredo
És um estrabanádo – desajeitado
És um cão do sol – és um dorminhoco
Mora na cajánca – muito longe
Onda, sorta, roga pragues, faz-t’home – Anda, desembaraça-te, faz-te homem
O qu’eles enriçaram – o que eles enriqueceram
Amariar – atirar
Badeleira – fala muito, linguareira
Belena – mentirosa
Cachola – banco virado
Cordo – Caldo
Cotiar – dizer mal ou fazer troça
Desseibar – atirar com força
Escamado - zangado
Esgomir - vomitar
Inleado – atrapalhado
Maucrido – malcriado
Petar - chatear